PLANETAS DO SISTEMA SOLAR
1. Mercúrio é o planeta mais interior do Sistema Solar. Está tão próximo
do Sol que este, se fosse visto por um astronauta de visita ao planeta,
pareceria duas vezes e meia maior e sete vezes mais luminoso do que observado
da Terra.
O
movimento de Mercúrio caracteriza-se ainda por uma particular relação entre o
seu eixo e a revolução orbital à volta do Sol: o período de rotação, igual é a
58,65 dias terrestres e o total de sua órbita é igual a 87,95 dias terrestres.
Em
Mercúrio foram observadas estruturas ausentes na Lua, entre as quais um sistema
de grandes fraturas da crosta, geralmente interpretadas como indícios de que o
planeta sofreu um processo de contração, provavelmente pelo efeito do gradual
arrefecimento que teve lugar a partir de sua formação.
2. Venus, no passado, sofreu uma intensa atividade vulcânica e pensa-se que ainda
poderá ocorrer a expulsão de gases e de lava. É o segundo planeta do sistema
solar por ordem de distância ao Sol, é o planeta mais próximo da Terra e o
astro mais luminoso do nosso céu, depois do Sol e da Lua. A órbita que o
planeta percorre em 225 dias é praticamente circular. A rotação sobre o seu
eixo é muito lenta, com um "dia" que dura 243 dias terrestres,
efetuando-se em sentido retrógrado ao contrário dos outros planetas rochosos do
Sistema Solar.
A
superfície deste planeta é um verdadeiro inferno, com uma pressão atmosférica
90 vezes superior à da Terra e uma temperatura de 500º C, devido ao “efeito de
estufa”. A sua atmosfera compõe-se, quase por inteiro, de dióxido de carbono e
com um pouco de nitrogénio.
3. Terra é o terceiro planeta do sistema solar, a contar a partir do Sol e o
quinto em diâmetro.
Entre os planetas do
Sistema Solar, a Terra tem condições únicas: mantém grandes quantidades de
água, tem placas tectónicas e um forte campo magnético. A atmosfera interage
com os sistemas vivos. A ciência moderna coloca a Terra como único corpo
planetário do sistema solar que possui vida.
4. Marte, ao lado, numa montagem fotográfica, a partir de imagens captadas pela
sonda “Viking Orbiter” da NASA. É o resultado da composição de mais de uma
centena de imagens, obtidas quando a sonda girava a 32.000 km da superfície do
planeta.
Conhecido pela sua
coloração avermelhada, o planeta gira em volta do Sol a uma distância média de
228 milhões de quilómetros. A sua trajetória é marcadamente elíptica, demorando
686,98 dias para dar uma volta completa em redor do Sol e o seu plano orbital
tem uma inclinação de apenas 1,86º em relação à órbita terrestre. Acompanham-no
no seu movimento de revolução dois pequenos satélites (Deimos e Fobos)
descobertos em 1877.
Sendo
o mais exterior dos planetas rochosos, é um pequeno e árido globo de atmosfera
ténue, cuja estrutura interna ainda não é bem conhecida. No entanto, através da
densidade média, do achatamento polar e da velocidade de rotação, é possível
deduzir que o planeta tem um núcleo de ferro e de sulfato de ferro com cerca de
1.700 km de raio, e uma crosta com cerca de 200 km de espessura.
5. Júpiter, o planeta gigante é o centro de um sistema composto por 63
satélites e um ténue anel. Embora Vénus o supere em esplendor no céu da aurora
ou do crepúsculo, Júpiter é sem dúvida, o planeta mais espetacular, inclusive
para quem apenas disponha de um modesto instrumento óptico para a sua
observação. Com o nome do rei dos deuses da tradição greco-romana, situado a
uma distância média do Sol de 778,33 milhões Km, demora 11,86 anos a descrever
uma órbita (ligeiramente elíptica) completa.
O mais
impressionante neste planeta são as suas gigantescas dimensões. Com um raio de 71.492
km, um volume 1.300 vezes superior ao da Terra e uma massa equivalente a quase
318 massas terrestres, Júpiter supera todos os outros planetas do Sistema Solar.
A
formação mais espetacular da atmosfera de Júpiter é a denominada Grande Mancha
Vermelha, uma perturbação atmosférica, com mais de 30.000 km de extensão, que
já dura há 300 anos.
6. Saturno - Até 1977, foi mais conhecido pela particularidade de ser o
único planeta rodeado por um sistema de anéis. A partir de então, graças às
avançadas observações realizadas a partir da Terra e às fascinantes descobertas
das sondas “Voyager”, Saturno tornou-se uma atração universal.
Depois
de Júpiter, Saturno é o maior planeta, com uma massa e um volume 95 e 844
vezes, respectivamente, superiores aos da Terra. Destes dados deduz-se que
tenha uma densidade média equivalente a 69% da da água, o que indica que na
composição deste corpo celeste predominam os elementos leves, como o hidrogénio
e o hélio.
Em Saturno
também se observam várias formações semelhantes a ciclones, de cor parda ou
clara, embora nenhuma comparável à Grande Mancha Vermelha de Júpiter. Trata-se
de óvalos de cerca de 1.200 km, de duração breve e presentes apenas nas
latitudes altas.
7. Urano foi o primeiro dos planetas descobertos na época moderna, só é visível à
vista desarmada em condições especialmente favoráveis. Situado a uma distância
média do Sol de 2.871 milhões Km, demora 84,01 anos a descrever uma volta
completa à volta do astro.
É um planeta singular, cujo eixo de rotação
coincide praticamente com o plano orbital. Com o raio equatorial de 25.559 km e
a massa equivalente a 14,5 massas terrestres, o planeta Urano pode
considerar-se irmão gémeo do longínquo Netuno. A coloração verde azulada da
atmosfera deve-se à abundância de metano gasoso que absorve a luz do Sol. Além
disso, o composto condensa-se a altitudes bastante elevadas e forma uma camada
de nuvens.
8. Netuno situa-se a uma distância de 4.497 milhões de Km do Sol e para completar
uma volta necessita de 165 anos. Assim, desde que foi descoberto (1846) ainda
não descreveu uma volta completa em redor do Sol. O planeta possui uma massa 17
vezes superior à da Terra. Como todos os gigantes gasosos, não apresenta uma
separação nítida entre uma atmosfera gasosa e uma superfície sólida. A sua
atmosfera é constituída por hidrogénio e hélio, com uma pequena percentagem de
metano. Este último composto, que absorve a luz vermelha procedente do Sol,
confere-lhe a coloração azulada.
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